Home » SEO Demystified PT » Lição 4 – Como os Motores de Busca Utilizam Sitemaps

Transcrição

Já falámos brevemente sobre sitemaps num vídeo anterior, quando explicámos como o Googlebot descobre páginas, mas nesta aula vamos analisá-los com muito mais detalhe.

Vamos perceber exatamente o que são, os diferentes tipos de sitemaps, como ajudam na indexação e como enviá-los para o Google.

Embora sejam especialmente importantes para sites de maior dimensão, mesmo sites pequenos podem beneficiar bastante de os ter implementados. Em muitos casos, um sitemap é uma das formas mais simples de aumentar a probabilidade de as suas páginas serem descobertas e indexadas.

Isto não substitui uma boa estrutura de links internos, mas funciona como um guia claro para os motores de busca. Por isso, esta é uma aula que não vai querer ignorar.

Um sitemap XML é um ficheiro alojado no seu site que fornece aos motores de busca uma lista estruturada das suas páginas. Indica onde as páginas estão localizadas e quando foram atualizadas pela última vez. Isto ajuda os motores de busca a entender a estrutura geral do site e a decidir quais páginas devem rastrear e voltar a analisar.

São criados especificamente para motores de busca e não para utilizadores. Na maioria dos casos, os visitantes nunca vão ver um sitemap XML, a não ser que o procurem de forma intencional.

Os sitemaps XML ajudam os motores de busca a descobrir páginas que podem não ser fáceis de encontrar apenas através de links. Isto inclui páginas novas e páginas que ainda não têm links a apontar para elas, conhecidas como páginas órfãs.

Também melhoram a eficiência do rastreio. Como os motores de busca não têm recursos ilimitados, qualquer coisa que ajude a entender melhor o seu site torna o processo mais eficiente.

O sitemap inclui ainda informação sobre quando uma página foi atualizada pela última vez. Quando os motores de busca detetam alterações nesse ficheiro, podem voltar a rastrear essas páginas e atualizar o que têm guardado no índice.

O tipo de sitemap que utiliza depende de como o seu site foi construído e da frequência com que muda. Um sitemap estático é um ficheiro que precisa de ser atualizado manualmente. Sempre que adiciona, remove ou altera uma página, tem de atualizar esse ficheiro e voltar a carregá-lo no servidor.

Já um sitemap dinâmico é gerado automaticamente através de um plugin ou pode até estar integrado no próprio sistema do site. Este tipo de sitemap atualiza-se sozinho sempre que há alterações, sem precisar de intervenção manual.

Como é de esperar, sitemaps estáticos podem consumir bastante tempo, especialmente em sites grandes onde as páginas mudam com frequência. Também podem causar problemas de indexação se não forem atualizados corretamente.

Ainda assim, há situações em que podem ser úteis, como em sites pequenos que raramente mudam ou em secções específicas onde a automação não é prática.

Se o seu site foi criado com um CMS como WordPress, Shopify, Drupal ou Magento, quase de certeza que existe um plugin para criar um sitemap XML dinâmico. Na maioria dos casos, esta é a melhor opção porque automatiza o processo e evita trabalho manual.

Depois de criar o sitemap, o passo seguinte é indicar aos motores de busca onde ele está.

Vamos começar por adicioná-lo ao Google. Numa aula anterior, configurámos o Google Search Console. Se ainda não o fez, volte atrás e configure-o primeiro.

Depois de entrar, verá um painel semelhante a este e poderá clicar em “Sitemaps” no menu lateral.

Vai aparecer uma secção para adicionar um novo sitemap. O domínio já estará preenchido, por isso só precisa de inserir a parte final do URL. Por exemplo, sitemap_index.xml.

Depois de inserir, basta clicar em “Submit” e o sitemap será enviado para o Google.

O Bing também tem a sua própria plataforma chamada Bing Webmaster Tools, onde pode acompanhar o desempenho do seu site. É bastante semelhante ao Google Search Console e permite até importar os dados diretamente sem validação extra.

Basta ir a bing.com/webmasters, clicar em importar sites do Google Search Console, iniciar sessão com a mesma conta e selecionar o site. Se já tiver enviado o sitemap no Google, ele será automaticamente importado.

O ficheiro robots.txt é a primeira coisa que um motor de busca analisa quando visita o seu site. Antes de rastrear qualquer página, verifica este ficheiro para perceber o que pode ou não aceder.

Ao incluir o seu sitemap nesse ficheiro, está a facilitar a descoberta das suas páginas desde o início. Também ajuda motores de busca mais pequenos a encontrarem o sitemap.

Para isso, aceda ao diretório raiz do seu servidor através de um cliente FTP, encontre o ficheiro robots.txt e edite-o.

Adicione uma linha com “Sitemap:” seguida do URL completo do sitemap. Guarde o ficheiro e confirme no navegador se está tudo correto.

Os sitemaps HTML são diferentes dos sitemaps XML. Em vez de serem ficheiros ocultos para motores de busca, são páginas normais que os utilizadores podem visitar.

Tal como os XML, incluem links para as páginas do site, mas normalmente estão acessíveis no rodapé. Isto permite que os utilizadores naveguem pelo site de forma mais fácil.

Para os motores de busca, também são úteis porque reforçam a estrutura do site e facilitam o rastreio. Tal como os XML, podem ser estáticos ou dinâmicos.

Se o seu site usa um CMS, pode recorrer a um plugin ou código personalizado. Se for um site estático, terá de criar e atualizar manualmente o sitemap HTML sempre que fizer alterações.

É importante perceber que não tem de escolher entre um ou outro. Sitemaps XML e HTML têm funções diferentes e não há desvantagem em usar ambos.

Quando usados em conjunto, tornam muito mais fácil para os motores de busca e para os utilizadores entenderem e navegarem no seu site.

Agora que já cobrimos as principais formas de descoberta e preparação de páginas para os resultados de pesquisa, no próximo vídeo vamos falar sobre a estrutura do site e como organizar as páginas corretamente para ajudar utilizadores e motores de busca a entender melhor o seu site.